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SBE promove Simpósio Internacional de Endometriose em São Paulo
Durante os dias 20 e 21 de junho de 2008, a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE), em parceria com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), realizou o Simpósio Internacional de Endometriose, no Renaissance São Paulo Hotel, na capital paulista.
Cerca de 350 participantes assistiram às palestras de exatos 59 experts da área, dentre eles o Professor Charles Chapron, da Faculdade de Medicina da Universidade Paris-Decartes, e à fantástica atuação do Professor Arnold Advincula, da Universidade
de Michigan, que realizou uma cirurgia transmitida ao vivo para o auditório onde foi realizado o evento, desde o Hospital Sírio-Libanês. Durante o procedimento foi realizada uma histerectomia
em paciente portadora de adenomiose e os participantes do Simpósio puderam interagir com a equipe cirúrgica.
Segundo o presidente da SBE, SBE promove Simpósio Internacional de Endometriose em São Paulo Mauricio Simões Abrão, as cirurgias com esse tipo de tecnologia devem se intensificar cada vez mais, à medida que novos profissionais sejam treinados.
“O robô moderniza a laparoscopia tradicional, conferindo precisão e representando uma grande perspectiva para a cirurgia minimamente invasiva”, explicou.
Ao que Advincula, membro do Centro de Cirurgia Minimamente Invasiva da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, completou:
“como toda nova tecnologia, este é um procedimento caro. Mas, esperamos, em breve, que o custo caia e muitas pessoas sejam beneficiadas”.
Esse tipo de procedimento custa 30% a mais que a laparoscopia tradicional.
Para o Nicolau D’Amico Filho, diretor de comunicação da SBE, que acompanhou a cirurgia desde o Sírio-Libanês, o procedimento não deve ser confundido com a perda da relação de confiança existente entre o médico e a paciente. “Existe uma tendência a se pensar que o médico se torne o robô, mas isso não acontece, a relação entre o médico e a paciente não pode ser afetada”, refletiu.
Vale dizer que há, atualmente, no mundo, 700 robôs que realizam
essa cirurgia – sendo que 500 deles se encontram nos Estados Unidos.
Já o francês Charles Chapron, que conta com 200 publicações internacionais e realiza um trabalho colaborativo com a Faculdade de Medicina da USP, explicou porque a endometriose necessita de uma abordagem global e defendeu sua opinião com relação a quando indicar a resseção intestinal, em conferência, além de ter indicado
como proceder nos casos de endometriose profunda e infertilidade. Mesmo esbanjando conhecimento, Chapron fez questão de elogiar o Brasil. Segundo ele, somos um país dinâmico e evoluído nas pesquisas científicas.
“O Brasil possui grandes autores. Isso pôde ser comprovado durante o último Congresso Mundial de Endometriose, realizado em março, na Austrália, quando muitos dos que estão aqui apresentaram brilhantes
pesquisas”, frisou ele.
Os highlights da Austrália, aliás, também tiveram lugar na programação científica do Simpósio.
Eduardo Schor, secretário-geral da SBE, que esteve no Congresso da
Austrália e teve trabalho premiado, confirmou que os participantes estrangeiros se impressionaram com a participação ativa de nossos profissionais e evidenciou o sucesso da iniciativa da
SBE e da Febrasgo.
Nos mesmos moldes desse evento de sucesso, a SBE volta os olhos para
o futuro e realiza, em parceira com a Sociedade Internacional de Ginecologia Endoscópica (ISGE), o ISGE & SBE Joint Meeting, no mês de setembro, em São Paulo.
Em tempo
Dr. Fauzer Abrão, recentemente falecido e pai de Dr. Mauricio Simões
Abrão, prestigiou o evento. O médico dirigiu o Hospital do Câncer durante vários anos e foi professor da Faculdade de Medicina de Santo Amaro.

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