Projeto de Lei institui 8 de maio como Dia Nacional de Luta contra a Endometriose

 

 

 

A Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, há poucos dias, o relatório sobre o Projeto de Lei PL 6.215/13, de autoria do deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP), que institui o dia 8 de maio como o Dia Nacional de Luta contra a Endometriose. A proposta agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), mas já representa um passo na batalha contra a doença que faz sofrer mais de seis milhões de brasileiras.

O fato de a instituição reservar uma data específica para a mobilização social em torno da endometriose é de suma importância, pois atrai a atenção da sociedade para a doença. Embora pouco conhecido, o problema afeta cerca de 176 milhões de mulheres no mundo. Entre os principais sintomas estão dor durante as relações sexuais, cólica menstrual intensa, alterações no hábito intestinal (diarreia ou obstipação) e dificuldade para engravidar. “De modo geral, as mulheres ainda não estão bem informadas sobre a endometriose, o que acaba dificultando a detecção e o tratamento da doença”, explica o Dr. Mauricio Abrão, professor associado do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e ex-presidente da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE).

Além da falta de conhecimento sobre a doença por parte das mulheres, a carência de centros de atendimentos especializados dificulta ainda mais a busca por diagnóstico preciso e tratamento eficaz. Uma pesquisa realizada com 956 médicos, em dez estados brasileiros, revelou que, embora a maioria dos profissionais conheça os principais sintomas (78%) e saiba como identificar a endometriose (82%), 67% dos médicos acreditam que os centros disponíveis para o tratamento da doença não são capazes de atender à demanda brasileira e 93% gostariam que houvesse mais centros de tratamento.

Saiba mais sobre a endometriose
Todos os meses, o endométrio fica mais espesso para que um óvulo fecundado possa se implantar nele. Quando não há gravidez, esse endométrio que aumentou descama e é expelido na menstruação. Em alguns casos, um pouco desse sangue migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal, causando a lesão endometriótica.

As causas desse comportamento ainda são desconhecidas, mas sabe-se que há um risco maior de desenvolver endometriose se a mãe ou irmã da paciente sofrem com a doença.
É importante destacar que a doença acomete mulheres a partir da primeira menstruação e pode se estender até a última. Geralmente, o diagnóstico acontece quando a paciente está na faixa dos 30 anos.

Hoje, a doença afeta cerca de seis milhões de brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva (13 a 45 anos) podem desenvolvê-la e 30% tem chances de ficarem estéreis.

 

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